9 de janeiro de 2012

A Milímetros de Mercúrio no PVA 2012


» Sala Carlos Carvalho - Casa de Cultura Mário Quintana
» Rua dos Andradas, 736 / 2° Andar - Centro
» 12/01, 13/01, 14/01 e 15/01 - de quinta a domingo
» 21h

O mercúrio é um metal pesado que provoca intoxicação grave, debilita o corpo e leva à morte. Tele marketing devora a privacidade, transporta a humanidade para o sistema invasivo que passa envenenar a relação entre o indivíduo e seus sonhos. Na mitologia, a comunicação e os negócios ficam a cargo do Deus Hermes que, por sua vez, recebe o nome de Mercúrio pelos romanos. Em "A Milimetros de Mercúrio", os personagens são funcionários da Soneide, uma empresa de telemarketing que vende sonhos, tendo eles também sonhos de aspirações artísticas. Uma divertida crítica poética da sociedade moderna através de uma linguagem alegórica e absurda. Os personagens sofrem de pressão crescentes e acabam se defrontando com a coisa insensível dentro de cada um que assassina a subjetividade e os sonhos. A peça mais visual de Julio Conte.

FICHA TÉCNICA:

Texto e Direção: Júlio Conte
Assistente de Direção: Catharina Cecato Conte
Elenco: Alessandro Peres, Gisela Sparremberger, Guega Peixoto, Fabrizio Gorziza, Duda Paiva, Vanessa Cassali e Jordan Martini
Criação de cenário e figurino: Guega Peixoto
Produção Executiva: Gisela Sparremberger
Trilha sonora pesquisada: Júlio Conte
Iluminação: Gabriel Lagoas
Realização: Cômica Cultural
Material Gráfico: Alessandro Peres
Divulgação: Gisela Sparremberger

Fotos: Maria Eduarda Rangel

Vídeo: Clóvis Duarte

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Duração: 75 minutos

5 de janeiro de 2012



Como costuma acontecer o verão é tempo de teatro em Porto Alegre. Um movimento da classe teatral que visa uma relação ampla com o público. Nascido de um encontro vários atores e produtores preocupados com os teatros vazio (alguns fechados) durante o verão, entre uma cerveja e um pastel da Lancheria do Parque, criaram o evento que já dura mais de uma década. Zé Victor e Rogério Beretta segue no comando do evento que ano a ano aumenta e expande o espectro de ação do teatro local.
Neste ano, como costuma acontecer, tenho vários espetáculos. A novidade será Vendetta Corsa, trabalho mais recente onde uma misteriosa faca vindo do sul da França age desmesuradamente no corpo da cidade de Porto Alegre, que se apresentará em fevereiro no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana. Mas antes disso, muitos trabalhos. Semana que vem começo com Essa Noite Se Improvisa Nelson Rodrigues. Já com três anos de tradição, este espetáculo cuja encenação é feita com participação da platéia, este ano se dedica ao Centenário de Nelson Rodrigues. Do mesmo modo que no ano passado o escolhido Um Bonde Chamado Desejo de Tennessee Wiliams como mote das improvisações, este ano a tragédia carioca Um Beijo No Asfalto foi a escolhida. Dias 10, 11, 17 e 18 na Sala Álvaro Moreira.
Nos dias, 12, 13, 14 e 15 será a vez do A Milímetros de Mercúrio texto que estreou 2010 e teve participação no Porto Alegre Em Cena.
Bailei na Curva volta em 19, 20, 21, 22 de janeiro no Teatro do Novo DC Navegantes. Em 24,25, 26 será a vez de Pílula de Vatapá. Neste interím mais tem Se Meu Ponto G Falasse, um dos grande sucessos do teatro gaúcho e nacional, provavelmente a peça gaúcha que cumpriu mais temporadas (e mais longos) fora do Rio Grande do Sul. Buenos Aires, São Paulo (um ano em cartaz) e Rio de Janeiro(dois anos em cartaz).
Se não esqueci nada é isso, em dúvida consultem o site de Comica Cultural ou o Porto Verão Alegre.
E que Dioniso nos abençoe!




Julio Conte

17 de setembro de 2011

UM PEDAÇO DE SONHO NO MEIO DA RESTINGA


Apresentação Sensacional do A MILIMETROS DE MERCURIO na Restinga pela Decentralização do PORTO ALEGRE EM CENA.Trezentos espectadores (estimando por baixo), curtiram muito. A equipe sob o comando da Adri Azevedo e do Sergião foram perfeitos. Obrigado ao Porto Alegre em Cena e toda a equipe. Criaram um palco no meio de um ginásio esportivo como se fosse uma mágica. De repente, começou a peça e tinha um pedaço de sonho no meio da Restinga. A caixa preta, luz, sons, sonhos e ações. O Gabriel Lagoas fez uma montagem perfeita e uma operação impecáveis. E o elenco estava super bem, afinado, ligado, intenso. E tivemos nosso melhor público. Não era os habituados ao teatro, mas sim pessoas sensíveis a recepção de algo que não faz parte constantemente de suas vidas. Atilados, inteligentes e acompanharam com interesse toda a narrativa. Isso me fez pensar novamente na pergunta "para quem fazemos teatro?". E depois de ontem, sigo me recusando a pensar que faço teatro para mesmo. Cada vez mais sinto que faço teatro para encontrar algo que está além de mim, aquém de mim. Um outro que me olhe e eu o veja.
Dormi feliz. O travesseiro cheio de sonhos que brincaram comigo até amanhecer.

JULIO CONTE

16 de setembro de 2011

Hoje(16/09) n o Porto Alegre em Cena 2011

FONTE: http://julioconte.com.br/
Hoje dentro do PORTO ALEGRE EM CENA 2011, na DECENTRALIZÃO, vamos apresentar a minha mais recente peça: A MILÍMETROS DE MERCÚRIO.


Dia 16, às  19:30 – EMEF Alberto Pasqualini – Região 8 - Restinga


Através dos intestinos do uma empresa de telemarketing que vende sonhos, a encenação questiona a sociedade posta nos moldes como está onde os sujeito é intoxicado e gradativamente vai se coisificando.
"O que você faria se o seu maior sonho estivesse à venda? E se incluísse garantia de quarenta e cinco anos, atendimento pós-venda e reembolso em caso de insatisfação? Quando as vontades do homem e o próprio homem começam a se “coisificar”, a reação química que ocorre é semelhante à de um metal pesado exposto ao contato com o ser humano. Intoxicação desde lesões leves, passando por uma vida vegetativa e chegando à morte fazem parte do labirinto onde estão presos os vendedores de sonhos da nova peça de Júlio Conte. Metáfora, nonsense e poesia se articulam em cenas que chegam muito perto, onde os personagens são funcionários da Soneide, uma empresa de telemarketing que vende sonhos, tendo eles também sonhos de aspirações artísticas. Uma divertida crítica poética da sociedade moderna através de uma linguagem alegórica e absurda."
Texto e direção: Julio Conte / Assistência de direção: Catharina Cecato Conte / Elenco: Alessandro Peres, Gisela Sparremberger, Guega Peixoto, Duda Paiva, Fabrizio Gorziza, Jordan Martini e Vanessa Cassali / Figurino e cenário: Guega Peixoto / Trilha sonora pesquisada: Julio Conte / Iluminação: Gabriel Lagoas / Realização: Cômica Cultural / Duração: 1h15min / Classificação: 16 anos